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Colunista: O Troféu de Gesso

 por Caroline Mazzochin*

A primeira vez que eu finalmente engessei uma parte do corpo eu tinha que 13 anos, e ao contrário do que o médico havia pedido, que eu ficasse em casa de repouso, eu fui pra a escola encontrar todos os meus colegas. Ter uma parte do corpo engessada significava muito pra todos nós. Posso dizer até que era motivo de orgulho. Era como se em algum momento aquele que engessou algo, tivesse fugido das regras impostas, dos modelos propostos, tivesse tentado algo incrível... E aquilo era fantástico. O dono daquela escultura pessoal ficava em evidência. Era um herói. Todo mundo queria ser um herói. Aquele monumento de gesso era tão importante que todos queriam deixar registrado ali o seu nome, ou a sua mensagem, ou o seu desenho. Lembro que meu braço, depois de algumas horas, parecia um renomado quadro de Romero Britto, assinado por vários Romeros. Pensando racionalmente, o fato de ser preciso engessar uma parte do nosso corpo significava dizer que algo havia dado errado, algo havia fugido do nosso controle. Tanto havia, que foi preciso engessar, consertar, ajeitar. Mas ao invés nos prendermos aos erros cometidos, ao invés de nos prendermos à ideia de fracasso, a sensação que nos tínhamos com aquele trambolho branco envolto na gente, que coçava horrores, era a ideia de que em algum momento havíamos sido corajosos a ponto de ter tentado algo incrível. Havíamos nos arriscado em busca de algo diferente, difícil, complexo. Havíamos tentado algo novo, algo excêntrico, algo incomum. Havíamos nos atirado aos leões. Havíamos tido coragem. A ideia de ter sido desigual era sem dúvida um exemplo para todos os outros. Agora me pergunto por que hoje, depois de crescidos, temos tanta vergonha de errar? E me pergunto ainda mais porque, pela vergonha de errar, muitos nem tentam? Conheço muitas pessoas que por medo de receber um não, nem tentam ter o sim. Outros que odeiam onde estão, mas não tentam mudar. Há ainda aqueles que até sabem onde querem chegar, mas não chegam nem a dar o primeiro passo, por medo, por vergonha... A verdade é que muitos, ao invés de se jogarem aos leões e correrem o risco de algo fantástico, por vergonha do que os outros vão pensar, nem chegam perto da selva. Por medo de engessar uma parte do corpo, sem perceber, mantêm suas vidas completamente engessadas. E você? Já engessou alguma parte do seu corpo?

* Caroline Mazzochin - É Personal & Professional Coaching, administradora de empresas, pós-graduada em Gestão de Pessoas.

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